Consciência e Organização de Conhecimento – em síntese

Publicado por Egídio Mariano em

Consciência e Organização de Conhecimento

 – em síntese

por Egídio Mariano do Nascimento

Apresenta-se por uma interpretação de ser consciência um processo de desenvolvimento de percepção humana que está além da sensorial motora, para uma percepção que se encontra sujeita às condições de uma produção de sentido, algo que está no campo comportamental e subjetivo à sociedade

A atual versão é uma síntese de meu artigo original desenvolvido em três etapas: parte-se de aspectos gerais para se atingir uma linha de alguns comportamentos humanos característicos e relacionados aos ambientes em que, nesses espaços, ganham significados específicos, como objetos à percepção relacionada ao que se chama de conhecimento a respeito de algo, como sistemas com suas funções significativas, a se chegar ao conceito que abrange a ideia de consciência como “ação de interpretação sobre uma realidade simbólica”.

Artigo produzido para a conclusão de minha especialização em Docência no Ensino Superior. Trata-se, aqui, dos principais tópicos, sendo, das ideias gerais, um resumo.

De mais a mais, o comportamento é relacionado às bases evolutivas das atribuições de respostas para a sobrevivência e desenvolvimento das espécies, e, nesse sentido, a Etologia é a ciência que estuda as relações significativas da visão que compreende que “membros de todas as espécies de animais nascem com certo número de comportamentos programados, o que marca a evolução do comportamento é exatamente a capacidade plástica de mudar diante dos novos desafios do ambiente”.

Na linha behaviorista da escola norte americana, o comportamento é uma função das relações que o sujeito estabelece com o ambiente enquanto na linha sociológica de Weber o comportamento se torna uma ação social em que “o agente ou agentes se relacionam com sentido subjetivo”, quando “A existência da sociedade se realiza pela ação e interação recíprocas entre os agentes sociais“, interpretando o indivíduo, dessa maneira,  as experiências subjetivas dentro de sistemas culturais – sendo ele sujeito ator de processos próprios à vida em sociedade.

Por Weber, de outra forma, o comportamento é fenômeno social e acontece a partir das relações de interesses que estão em jogo no campo subjetivo do discurso, campo no qual as interpretações são passíveis de serem influenciadas em seus significados, isso ocorrendo desde a individualidade do sujeito até a categoria de entidade organizada a fins de ordenar o sentido de sociedade e de suas relações.

Nesse último caso, a sociedade se constitui por meio de sujeitos dos quais há uma consciência quanto a uma autonomia e a uma liberdade de poderem eles significarem-se em um ser ciente e inteiro, independente e individualizado. É nesse aspecto de discurso que se atende com a significação de poder de a si representar, que vamos à ideia de uma constituição do nosso desenvolvimento textual.

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